Discurso proferido na colação de grau 2021.2 da UEPB
Oradora: Luciana Pereira Félix
Licenciatura em Pedagogia
Boa tarde a todas e
todos. Boa tarde as autoridades acadêmicas aqui presentes, em nome dos quais,
cumprimento a diretora do Centro de Humanidades – Profa. Cléoma Toscano. Um boa
tarde muito especial aos formandos e formandas dos cursos de Direito, Geografia,
História, Letras e Pedagogia. Cumprimento, igualmente, os familiares, amigos, amigas,
professoras e professores presentes nessa solenidade de colação de grau. Primeiramente,
torna-se necessário agradecer a Deus por essa realização, sobretudo, pelo privilégio
de ser constituída oradora neste dia, representando a todos vocês.
Hoje, concluímos mais
uma etapa de nossas vidas e, com certeza, é apenas mais “UMA” conquista, entre
tantas, que estão por vir. A nossa caminhada foi longa e, bem sabemos, não foi
fácil, mas conseguimos chegar até aqui, e este é o fruto do nosso esforço.
Aprendemos que devemos fazer valer a nossa voz e que sem esforço não chegamos a
lugar algum. Portanto, colegas, que tenhamos sempre em nós essa força de
vontade, essa persistência que nos conduziu até aqui.
O dia de hoje é um divisor de águas em nossa
caminhada, separando memórias e sonhos, passado e presente, almejando o futuro.
A partir desse instante nossos corações ficarão apertados e nos acompanharão as
marcas dos sorrisos, lágrimas, alegrias, tristezas e tudo o que ficou eterno em
nossas lembranças, num doce passado chamado saudade.
Certa vez a poetisa
Cora Coralina disse: “Acredito nos jovens à procura de caminhos novos, abrindo
espaços largos na vida. Creio na superação das incertezas deste fim de século”,
e quem mais pra saber dessas incertezas do que nós? Vivenciamos o incerto todos
os dias em nossa casa, nos esforçando muito mais para aprender em um novo
modelo de ensino. Assim, acreditemos em nossa força e busquemos novos horizontes
no decorrer da nossa vida.
Foram muitos anos de
dedicação; e cada formando traz consigo algo ímpar, um sentimento único, seja
por uma realização pessoal, ou por uma incansável busca de um sonho ou de uma
formação sólida, que permita uma atuação pautada na ética e no compromisso em
construir uma sociedade melhor, através de sua atuação profissional, transformando
o espaço ao seu redor. Como dizia Freire: “Educação não transforma o mundo.
Educação muda às pessoas. Pessoas transformam o mundo”. Então, que possamos
transformar o mundo a partir da Educação.
É chegado o momento em
que cada um(a) teremos que seguir viagem sozinhos(as), na esperança de que, toda
a experiência compartilhada no decorrer do percurso, possa ser alicerce na
conquista do destino almejado e planejado. Como diz Milton Nascimento e
Fernando Brant, há muitos Encontros e Despedidas:
“[...]
Todos os dias é um
vai-e-vem
A vida se repete na
estação
Tem gente que chega pra
ficar
Tem gente que vai pra
nunca mais
Tem gente que vem e
quer voltar
Tem gente que vai, quer
ficar
Tem gente que veio só
olhar
Tem gente a sorrir e a
chorar
E assim chegar e partir
São só dois lados da
mesma viagem
O trem que chega é o
mesmo trem da partida
A hora do encontro é
também, despedida
A plataforma dessa estação
é a vida desse meu lugar
É a vida...”
E o CH foi o lugar que
escolhemos para seguir e construir parte da nossa história. No entanto, o trem
que embarcamos há alguns anos nos trouxe hoje a esse desembarque: e aqui
estamos para festejar o término de um ciclo importantíssimo, e iniciarmos outro
que nos levará a realização de uma carreira profissional. Aos professores e
professoras, que durante todo o caminho transmitiram-nos não só ensinamentos
didáticos, mas, bases de um alicerce profissional, nossa eterna gratidão.
Nossa homenagem se
estende também àqueles que partiram: pais, mães, irmãos, irmãs, parentes,
professores, professoras, deixando a lembrança de suas presenças. E Em meio a saudade,
expresso o desejo que sintam-se orgulhosos(as) dos grandiosos passos que
trilhamos hoje.
Vivenciamos, nesses últimos dois anos, a
pandemia da Covid-19, que nos causou dores, angústias e incertezas, e nos levou
também a refletir sobre a valorização de cada segundo da nossa vida e, no
universo acadêmico, tivemos que aprender fazendo. Tudo era visto em quadrados,
nossa casa foi dividida com muitos, mesmo distantes; nossas vidas se resumiram
a uma parte da casa, a uma tela, remotamente controlada.
Poderíamos resumir,
diante das aulas remotas, como se deu nossos últimos aprendizados e como
passamos a viver diante do isolamento social, na canção de Adriana Calcanhoto:
“Pela janela do quarto
Pela janela do carro
Pela tela, pela janela
Quem é ela, quem é ela?
Eu vejo tudo enquadrado
Remoto controle...”
Assim desbravemos o
mundo não como observadores/as passivos/as que não possuem controle, mas que
possamos ser indivíduos atuantes sobre a realidade que nos cerca, que a janela
da alma se abra ao novo e os esquadros não mais fiquem emoldurando nossas telas
em nossa nova realidade.
O que sentimos, nesse
momento, não pode ser traduzido por palavras, ansiamos por um embarque
tranquilo, e que o vagão desse trem nos traga alento, oportunidades e alegrias
frente aos novos desafios advindos e a qualquer dia esse mesmo trem possa proporcionar,
grandes sonhos e reencontros. Somos gratos por todas e todos que passaram por
nossa vida acadêmica. Saibam que sem o apoio de vocês nada disso seria
possível. E,
de agora em diante, seguimos com esperança de êxito, pois a nossa caminhada
apenas começou.
Muito
Obrigada!
Luciana Pereira Félix

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